O último trimestre do ano costuma concentrar uma combinação que exige atenção do financeiro: aumento de despesas, compromissos trabalhistas, impostos, pagamentos a fornecedores e, em muitos negócios, maior necessidade de estoque para atender à demanda de fim de ano.

O 13º salário é um dos principais exemplos. A primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. Além do valor destinado aos colaboradores, existem encargos que também precisam ser considerados no planejamento financeiro.

Imagine uma empresa que vende R$ 2 milhões por mês, mas recebe parte relevante dessas vendas em 30, 60 ou 90 dias. No papel, o faturamento pode estar crescendo. No caixa, porém, os recursos ainda não entraram. Quando despesas concentradas no fim do ano chegam antes dos recebimentos, surge um descasamento financeiro.

É justamente nesse ponto que o planejamento de capital de giro ganha importância. O Sebrae destaca que o fluxo de caixa deve considerar tanto os recebimentos futuros quanto os pagamentos previstos, permitindo identificar antecipadamente a necessidade de recursos para manter a operação.

Uma alternativa é transformar recebíveis futuros em liquidez no presente. Na antecipação de recebíveis, a empresa pode acessar antes recursos provenientes de vendas que seriam recebidas posteriormente, utilizando sua própria receita como base para a operação.

Outra possibilidade está no capital de giro estruturado, pensado de acordo com o ciclo financeiro e as necessidades específicas da empresa. Em determinadas operações, o risco sacado também pode contribuir para organizar o fluxo entre compradores e fornecedores permitindo aumentar o prazo de pagamento do seu contas a pagar.

Na prática, isso significa não esperar o caixa apertar para buscar uma solução.

O último trimestre pode ser um período de pressão, mas também pode ser planejado. Com uma estrutura financeira adequada, a empresa consegue atravessar compromissos sazonais sem comprometer a operação e começar o próximo ano com mais previsibilidade.

Na Kanal Group, soluções como antecipação de recebíveis, capital de giro estruturado e risco sacado podem fazer parte dessa estratégia, de acordo com o perfil e as necessidades de cada empresa.

Fontes: Banco Central do Brasil e Sebrae.

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